Meu amigo Cláudio é uma grande ameaça à economia de mercado. Também costuma furar filas e sair de lojas sem pagar, pelo menos em dinheiro. Ainda é acompanhado pelo gerente até a porta e se despede com um beijo. Um horror para quem o vê. Uma delícia para quem o acompanha. Um exemplo para as empresas.
Há anos, ele abandonou o talão de cheque, a carteira de dinheiro e mantém apenas um (dos vários) cartões de crédito que possui, no bolso traseiro da calça, “para uma emergência” como ele próprio me confidencia. Read the rest of this entry »
Para mim, a Páscoa sempre foi a festa mais lúdica do ano. É claro que o Natal, com seu clima de presentes e a figura do Papai Noel, é forte concorrente, mas o coelho e a infinidade de chocolates sempre garantiram a animação lá em casa. Escolher o ovo, aguardar o momento de abri-lo, tirar o papel laminado e imaginar, ansioso, o recheio sempre me causaram comoção… e alguma frustração.
Ovos de Páscoa são lindos por fora. Grandes, brilhantes, coloridos e trazem a promessa de que algo melhor está por vir. Entretanto, a casca do ovo sempre era fina, insuficiente para garantir um prazer mais prolongado que meia hora, e o recheio também não colaborava, sempre havia disputa pelas poucas balas ou bombons perdidos no vazio do miolo. Read the rest of this entry »
Chico Buarque é o compositor mais feminino que conheço. Não estou discutindo o gênero, mas sim o olhar, sentido cada vez mais presente nas segmentações de público e nas ações de marketing. Suas “mulheres” expõem a alma através de versos e depoimentos íntimos.
A música nos ajuda a dizer o indizível, de forma leve e romântica. Um ritual capaz de nos permitir e motivar a reflexão.
“Joga pedra na Geni…!!!” – Imperativo e contundente.
“Ri do meu umbigo e me crava os dentes…” – Sedutor e provocativo.
“Teus seios ainda estão nas minhas mãos…” – Sensual e apaixonado.
As citações não têm limites e às vezes nos detalham sentimentos pouco percebidos ou declarados. “Folhetim”, música composta em 1977 para a Ópera do Malandro, sempre me inspirou a melhorar minhas atitudes profissionais. Read the rest of this entry »
Perguntar mais que responder: alguns consideram um grande desafio na interlocução com o cliente. Outros questionam o que perguntar. Não acredito em scripts. Defendo o roteiro amplo e aberto capaz de ser adaptado à realidade e ao momento do cliente. Muitos autores propõem roteiros amplos e profundos. Nos tempos modernos, uma boa pergunta mostra-se mais eficaz que um questionário extenso.
Read the rest of this entry »
Até há algum tempo, “CD” traduzia-se em sucesso e sofisticação. Símbolo máximo no mercado de luxo, Christian Dior inovou, renovou e retomou o conceito de glamour, pós-guerra. As décadas passaram, o século mudou e outras guerras foram enfrentadas por nós, principalmente no âmbito econômico e social.
Hoje, CD simboliza o público que mais consome em todo o mundo.
No Brasil, são as classes que garantiram uma crise mais marolinha entre nós.
E não é que até a Madonna (foto), que certamente está cheia de CDs no closet, também quer outros CDs no bolso?
Read the rest of this entry »