Um hábito me acompanha, há anos. Ao acordar, seleciono alguns nomes no celular e disparo a mensagem: “Bom dia!”. Ao longo do dia, repito a outros: “calor de matar…”. E encerro a noite com um “pensando em você nas minhas orações…”.

A ação preza os preceitos de uma comunicação eficaz. Alimenta-se de nomes extraídos de uma mesma base de dados (meu celular), adota-se uma oferta única (a saudação) e utiliza-se um único script (a frase enviada). Read the rest of this entry »

Chico Buarque é o compositor mais feminino que conheço. Não estou discutindo o gênero, mas sim o olhar, sentido cada vez mais presente nas segmentações de público e nas ações de marketing. Suas “mulheres” expõem a alma através de versos e depoimentos íntimos.

A música nos ajuda a dizer o indizível, de forma leve e romântica. Um ritual capaz de nos permitir e motivar a reflexão.
“Joga pedra na Geni…!!!” – Imperativo e contundente.
“Ri do meu umbigo e me crava os dentes…” – Sedutor e provocativo.
“Teus seios ainda estão nas minhas mãos…” – Sensual e apaixonado.

As citações não têm limites e às vezes nos detalham sentimentos pouco percebidos ou declarados. “Folhetim”, música composta em 1977 para a Ópera do Malandro, sempre me inspirou a melhorar minhas atitudes profissionais. Read the rest of this entry »

Um dos prazeres domésticos no início das noites é assistir à telenovela Ti-Ti-Ti e para quem, como eu, viu a primeira versão nos anos 80, há o deleite adicional em relembrar de personagens e cenas.

Nesta nova versão de Maria Adelaide Amaral, Cláudia Raia é Jaqueline, uma intempestiva perua que, nas entrelinhas de suas frases desconectadas, conecta-nos a profundas reflexões.

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Certamente, você já se deparou com aquela amiga que, após desaparecer por alguns meses, retornou linda de rosto e alma, com a pele brilhante e os olhos adoravelmente cintilantes. Entretanto, a percepção é clara: ela fez plástica. Também já deve ter reencontrado um amigo que, exalando elegância, não impede que percebamos o novo Armani recém-adquirido.

Telemarketing também é assim, uma espécie de maquiagem para se comunicar com o consumidor. Read the rest of this entry »

Confesso que tenho algum preconceito em relação a best-sellers. Qualquer filme que exiba filas enormes para as próximas duas sessões ou livro que se esgote em dois dias nas prateleiras, causa-me surpresa, curiosidade e alguma rejeição.

Mesmo assim, observei com atenção o fenômeno de vendas “Comer, Rezar, Amar”, best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert que, aos 30 anos assume um “plano B” em sua vida e passa a viajar ao redor do mundo em busca de novos desafios. O livro fez tanto sucesso que gerou um filme protagonizado pela atriz Julia Roberts, ainda não exibido aqui. Ganhei o livro de presente e terminei a sua leitura semana passada, ao mesmo tempo em que planejava este texto para a Vida Imobiliária.
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