“Preto se você me der amor, tudo de mim você terá. Preto, se você pisar na bola, eu boto outro em seu lugar.” (Cláudia Leitte – “Preto”)

Cláudia Leitte sempre nos diverte e nos provoca a chacoalhar o esqueleto. “Preto”, uma de suas músicas mais recentes, retoma uma questão relevante: a reciprocidade — palavra antiga, sonoridade estranha, semântica difusa. “Se você me der amor, tudo de mim você terá”. Como converter a frase para as empresas e seus consumidores? Que tipo de amor suas marcas têm lhe dado? Percebe-se claramente, uma diferença de tratamento entre os consumidores que ainda não fizeram a primeira compra e aqueles já clientes. Aos primeiros, muitas ofertas, brindes, vantagens e descontos para que entrem no clube. Aos segundos? A nota fiscal, o carnê ou um telefone para esclarecimentos de dúvidas. Read the rest of this entry »

“Não quero luxo, nem lixo.
Meu sonho é ser imortal.
Não quero luxo, nem lixo.
Quero gozar no final”.

Era só o que faltava. Madonna, após incorporar a “Material Girl”, a ”Like a Virgin”, a “Like a Prayer”, surge simples e servil como uma faxineira neorrealista para os italianos Dolce & Gabanna, sob as lentes de Steven Klein. A cena compõe uma campanha maior que já trouxe a loira (?) lavando pratos e comendo macarrão com as mãos. Luxo? Lixo? Tudo é tão confuso hoje em dia. De qualquer forma, há certa provocação no ar, uma ousadia avidamente buscada pelas marcas na tentativa de “causar”, para usar um termo bem atual e se posicionarem como modernas, inusitadas, inovadoras. Read the rest of this entry »

Outro dia, conversando com um amigo, recebi a indicação de uma loja de roupas masculinas. Perguntei a ele se as roupas eram bacanas e ouvi a resposta provocativa de que: “sim, as camisas são razoáveis, mas o banheiro e o café são excepcionais”.

Sabemos que muitas lojas atraem clientes pelos serviços acessórios que oferecem. Uma garantia ampliada, um serviço de entrega ou até embalagens para presente, são diferenciais que funcionam como uma extensão do atendimento e geram valor agregado. Read the rest of this entry »

O que é que eu vou fazer
Pra acabar com esse tormento
O que é que eu vou fazer
Pra por um fim nesse lamento
O que é que eu vou fazer
Pra te ver fora do meu mundo
O que é que eu vou fazer

Eu vou riscar seu nome do caderno
E vou rezar aos santos e orixás
Pra ver se um novo amor me acontece
E o seu que vá morar em outro lugar

Enquanto escrevo esse texto, ouço “Nada que te diz respeito”, um samba delicioso na voz de Céu e Diogo Poças. A sensação de “o que é que eu vou fazer”, remete-me ao atual momento das promoções e ofertas no mercado. Read the rest of this entry »

glauco_charge

Uma das visões mais coerentes e essenciais do relacionamento humano obtive com as charges do Glauco e seu casal Neuras. Amor e ódio, união e separação, perdas e resgates eram altamente condensados em tiras de três quadros, lidas em três segundos.

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