Tomar a iniciativa de elaborar e seguir um Plano de Marketing assemelha-se ao propósito de seguir preceitos religiosos. É necessário muita disciplina e persistência. Da mesma forma que crenças trazem óticas e contextos diversos, um Plano de Marketing também reúne etapas mais elementares e outras mais complexas, de acordo com a análise de Fernando Adas, diretor de Atendimento e Planejamento da Fine Marketing, especialista em Comunicação Dirigida e Varejo. Read the rest of this entry »
Posso dizer que tive três pais na infância. Com meu pai biológico, os Irmãos Grimm tiveram influência decisiva nos meus valores morais. Eles foram dois alemães que escreveram fábulas como Cinderela, João e Maria e Chapeuzinho Vermelho – esta última era a que mais me perturbava. Nunca entendi muito bem os motivos reais pelos quais a menina se desviava da estrada para colher flores, dando espaço para que a avó fosse atacada pelo lobo mau.
A história tinha tudo para representar um grande relacionamento. A avó zelosa presenteia a neta com um chapéu vermelho e tudo indica que a menina adorou o presente, a ponto de usá-lo permanentemente e ganhar o apelido título da história. Read the rest of this entry »
Em Marketing, costumamos dizer que a forma não deve sobrepor-se ao conteúdo. Significa dizer que uma boa ideia, conceito ou produção publicitária devem maximizar a marca anunciada e não ofuscá-la. Há exemplos clássicos de campanhas publicitárias que marcaram a mente dos consumidores, mas não foram capazes de elevar o share of mind do produto. Retomo essa questão por conta da morte de Liz Taylor, um dos maiores fenômenos de Hollywood. Embora não seja uma das minhas atrizes preferidas, sempre admirei sua relação com a beleza e a fama, atributos que nunca significaram um fardo a ela e, muito pelo contrário, foram usadas a seu favor. A beleza de um produto deve maximizar seus benefícios.
Ainda menina, estreou no cinema aos nove anos e sem um treinamento formal. Read the rest of this entry »
Chico Buarque é o compositor mais feminino que conheço. Não estou discutindo o gênero, mas sim o olhar, sentido cada vez mais presente nas segmentações de público e nas ações de marketing. Suas “mulheres” expõem a alma através de versos e depoimentos íntimos.
A música nos ajuda a dizer o indizível, de forma leve e romântica. Um ritual capaz de nos permitir e motivar a reflexão.
“Joga pedra na Geni…!!!” – Imperativo e contundente.
“Ri do meu umbigo e me crava os dentes…” – Sedutor e provocativo.
“Teus seios ainda estão nas minhas mãos…” – Sensual e apaixonado.
As citações não têm limites e às vezes nos detalham sentimentos pouco percebidos ou declarados. “Folhetim”, música composta em 1977 para a Ópera do Malandro, sempre me inspirou a melhorar minhas atitudes profissionais. Read the rest of this entry »
“Não quero luxo, nem lixo.
Meu sonho é ser imortal.
Não quero luxo, nem lixo.
Quero gozar no final”.
Era só o que faltava. Madonna, após incorporar a “Material Girl”, a ”Like a Virgin”, a “Like a Prayer”, surge simples e servil como uma faxineira neorrealista para os italianos Dolce & Gabanna, sob as lentes de Steven Klein. A cena compõe uma campanha maior que já trouxe a loira (?) lavando pratos e comendo macarrão com as mãos. Luxo? Lixo? Tudo é tão confuso hoje em dia. De qualquer forma, há certa provocação no ar, uma ousadia avidamente buscada pelas marcas na tentativa de “causar”, para usar um termo bem atual e se posicionarem como modernas, inusitadas, inovadoras. Read the rest of this entry »