“Meia-Noite em Paris”, filme de Woody Allen, nos brinda em seus minutos iniciais, com cenas da cidade luz. São quase dez minutos sem diálogos, apenas com “Si tu vois ma mère” ao fundo. O que se inicia com belas fotos, vai tornando a plateia impaciente a ponto de alguém comentar baixinho… “o filme não vai começar?”
Mais uma vez, o gênio dos dramas psicológicos tragicômicos consegue sintetizar a principal mensagem desta sua obra: “o presente é monótono e entediante”. Vivemos a buscar o que não está aqui, agora, conosco. Vivemos para frente e para fora. Para frente correndo e adquirindo informações. Para fora assumirmos posturas para os outros. Read the rest of this entry »
Empresas pedem sempre o mesmo: “Queremos os melhores clientes”. Ao serem questionados sobre quem são esses “melhores”, o briefing deixa bem claro: “Aqueles que compram mais, os de maior faturamento, as 1.000 maiores e melhores”. O mais fácil de ser visto, o mais aparente, a ponta do iceberg.
À pergunta sobre qual o seu público-alvo principal, respondem prontamente: “quase todos” ou “meu produto é tão bom que pode atender a vários segmentos”. Todos querem Abílio Diniz e Eike Batista em seu evento. As “maiores de Exame” também seriam bem-vindas no portfólio de clientes. Entretanto, o que temos a oferecer para que o dono do “Pão” ou o do “Rio” venham tomar um café com você? Read the rest of this entry »
…era a chamada de um “post” intrigante no Facebook, título de fotos de alguns rapazes, gente feliz, aparentemente amigos. Em uma das mãos, um iPhone. Na outra, uma maçã do amor. O grupo se autointitula “Encontro de Maçãzinhos”. Sempre que encontro uma segmentação comportamental de consumidores, surgem-me reflexões sobre marcas, comunicação e relacionamento com clientes. Devo aos “maçãzinhos” estas minhas questões, aqui compartilhadas.
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Em Marketing, costumamos dizer que a forma não deve sobrepor-se ao conteúdo. Significa dizer que uma boa ideia, conceito ou produção publicitária devem maximizar a marca anunciada e não ofuscá-la. Há exemplos clássicos de campanhas publicitárias que marcaram a mente dos consumidores, mas não foram capazes de elevar o share of mind do produto. Retomo essa questão por conta da morte de Liz Taylor, um dos maiores fenômenos de Hollywood. Embora não seja uma das minhas atrizes preferidas, sempre admirei sua relação com a beleza e a fama, atributos que nunca significaram um fardo a ela e, muito pelo contrário, foram usadas a seu favor. A beleza de um produto deve maximizar seus benefícios.
Ainda menina, estreou no cinema aos nove anos e sem um treinamento formal. Read the rest of this entry »
Vai um “refri” aí? Pra acompanhar um hot dog? Tudo por R$1,50. Seu refrigerante é light, zero ou normal? R$ 2,50, o copo médio. A Coca-Cola custa R$ 3,50 e posso trazê-la junto com o couvert?
No deck do resort, a Coca-Cola custa R$ 6,00 e pode ser degustada junto com a frigideira de camarões. E em Nova York, uma tela com a pintura de uma garrafa de Coca-Cola preta e branca, de Andy Warhol, foi vendida por US$ 35,36 milhões, no dia 09/11/10.

Obra “Coca-Cola (4) (Grande Coca-Cola)”, de Andy Warhol, vendida por US$ 35,36 milhões.
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