“Preto se você me der amor, tudo de mim você terá. Preto, se você pisar na bola, eu boto outro em seu lugar.” (Cláudia Leitte – “Preto”)
Cláudia Leitte sempre nos diverte e nos provoca a chacoalhar o esqueleto. “Preto”, uma de suas músicas mais recentes, retoma uma questão relevante: a reciprocidade — palavra antiga, sonoridade estranha, semântica difusa. “Se você me der amor, tudo de mim você terá”. Como converter a frase para as empresas e seus consumidores? Que tipo de amor suas marcas têm lhe dado? Percebe-se claramente, uma diferença de tratamento entre os consumidores que ainda não fizeram a primeira compra e aqueles já clientes. Aos primeiros, muitas ofertas, brindes, vantagens e descontos para que entrem no clube. Aos segundos? A nota fiscal, o carnê ou um telefone para esclarecimentos de dúvidas. Read the rest of this entry »
Outro dia conversei com uma senhora no supermercado. Idade entre 60 e 70 anos, saia e blusa clássicas, sapato de salto mediano e cabelos milimetricamente penteados e presos por uma fivela de madrepérola. Figura sóbria e totalmente semelhante à minha ou à sua avó. Acima de qualquer suspeita em relação a valores, estilo de vida e preferências de consumo. Em seu carrinho, muitas, muitas embalagens de absorventes higiênicos da mesma marca. Achei a cena engraçada e curiosa. Read the rest of this entry »
Terminei meu casamento neste final de semana. Foram 21 anos de relacionamento permeado por trocas, satisfações e algumas frustrações.
A história começou em 1989, quando sucumbi a uma sedutora abordagem cheia de promessas, benefícios e diferenciais da concorrência. Ela chegou dizendo que eu era especial, diferenciado e merecedor de um atendimento VIP. Possibilitou-me o acesso a grandes prazeres, experiências de viagens e inúmeros “soft benefits”, como gostava de chamar, os brindes e ingressos de shows que me oferecia. Os anos 90 foram de satisfação renovada. Uma vida a dois, cheia de alegrias.
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