Um hábito me acompanha, há anos. Ao acordar, seleciono alguns nomes no celular e disparo a mensagem: “Bom dia!”. Ao longo do dia, repito a outros: “calor de matar…”. E encerro a noite com um “pensando em você nas minhas orações…”.
A ação preza os preceitos de uma comunicação eficaz. Alimenta-se de nomes extraídos de uma mesma base de dados (meu celular), adota-se uma oferta única (a saudação) e utiliza-se um único script (a frase enviada). Read the rest of this entry »
Semana passada, restaurante da moda em São Paulo, quatro amigos compartilham uma mesa. Cada um com seu celular. Todos teclando ávidos. Ninguém conversa entre si. Todos interagem virtualmente. De repente, um dos presentes declara: “a Vera está mandando um beijo ao Bruno”. O rapaz ao lado responde: “vou falar a ele”.
Os diálogos eram mais complexos do que aparentavam. Entre os quatro presentes, silêncio total. Entre os quatro ausentes, intimidades calorosas. O grupo virtual parecia mais interessante que o real. Por que será que quatro pessoas se reunem para conversar com quem não veio? Talvez porque estes diálogos sejam mais rápidos, genéricos, variados e lúdicos. A vida está acelerada e, com ela, a quantidade de informação que nos chega, motiva-nos à seleção das relevâncias. Read the rest of this entry »
No auge das baladas “disco”, uma música despontava com grande sucesso e um grito de ordem “não converse, apenas beije”. O ano? 1991. O clipe? Sedutor e cheio de gente linda, feliz e bem resolvida, interagindo com beijos e quase nenhuma troca de ideias ou discussão de relações, a famosa “DR” como diríamos anos depois.
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Confesso que tenho algum preconceito em relação a best-sellers. Qualquer filme que exiba filas enormes para as próximas duas sessões ou livro que se esgote em dois dias nas prateleiras, causa-me surpresa, curiosidade e alguma rejeição.
Mesmo assim, observei com atenção o fenômeno de vendas “Comer, Rezar, Amar”, best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert que, aos 30 anos assume um “plano B” em sua vida e passa a viajar ao redor do mundo em busca de novos desafios. O livro fez tanto sucesso que gerou um filme protagonizado pela atriz Julia Roberts, ainda não exibido aqui. Ganhei o livro de presente e terminei a sua leitura semana passada, ao mesmo tempo em que planejava este texto para a Vida Imobiliária.
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Sempre gostei da simplicidade verbal e da riqueza conceitual de José Saramago. Ao ler seus textos, tudo se resolvia de imediato, do ponto de vista cognitivo. Entretanto, o efeito residual das palavras era provocativo e motivantes as reflexões que duravam dias.
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”
Simples não? E por que não praticamos?
A referência aos nossos projetos de marketing é inevitável. O olhar aos consumidores e também aos nossos clientes é uma prática constante. Olhamos com os nossos próprios olhos, motivamos a nossa equipe a olhar e também contratamos empresas especializadas nesta observação. Read the rest of this entry »