Toda vez que ouço Baby, lembro-me de que estou atrasado. Afinal de contas, a música, assim como a vida, insiste que “preciso saber da piscina, da margarina, da Carolina, da gasolina” e, principalmente, saber de mim.
Eu sei que é assim.
O mundo evolui, tudo acontece ao nosso redor e, muitas vezes, investimos tempo, energia e dinheiro para alcançá-lo, em vão. Sempre sinto uma falta enorme de tempo e uma angústia profunda com a ideia de perda de algo que não sei muito bem definir, mas que parece ser fundamental à existência.
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…era a chamada de um “post” intrigante no Facebook, título de fotos de alguns rapazes, gente feliz, aparentemente amigos. Em uma das mãos, um iPhone. Na outra, uma maçã do amor. O grupo se autointitula “Encontro de Maçãzinhos”. Sempre que encontro uma segmentação comportamental de consumidores, surgem-me reflexões sobre marcas, comunicação e relacionamento com clientes. Devo aos “maçãzinhos” estas minhas questões, aqui compartilhadas.
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Semana passada, restaurante da moda em São Paulo, quatro amigos compartilham uma mesa. Cada um com seu celular. Todos teclando ávidos. Ninguém conversa entre si. Todos interagem virtualmente. De repente, um dos presentes declara: “a Vera está mandando um beijo ao Bruno”. O rapaz ao lado responde: “vou falar a ele”.
Os diálogos eram mais complexos do que aparentavam. Entre os quatro presentes, silêncio total. Entre os quatro ausentes, intimidades calorosas. O grupo virtual parecia mais interessante que o real. Por que será que quatro pessoas se reunem para conversar com quem não veio? Talvez porque estes diálogos sejam mais rápidos, genéricos, variados e lúdicos. A vida está acelerada e, com ela, a quantidade de informação que nos chega, motiva-nos à seleção das relevâncias. Read the rest of this entry »
Você sabe qual a peça teatral, há mais tempo em cartaz? Ela é brasileira, foi escrita por Marcos Caruso, vem sendo encenada desde 1986, já conquistou quatro menções no Guiness, e foi vista por mais de 5,5 milhões de espectadores, e por mim também.
“Trair e coçar, é só começar” é apresentada há 25 anos, o que nos leva a analisar os motivos pelos quais um trabalho artístico se mantém tanto tempo em cena.
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Posso dizer que tive três pais na infância. Com meu pai biológico, os Irmãos Grimm tiveram influência decisiva nos meus valores morais. Eles foram dois alemães que escreveram fábulas como Cinderela, João e Maria e Chapeuzinho Vermelho – esta última era a que mais me perturbava. Nunca entendi muito bem os motivos reais pelos quais a menina se desviava da estrada para colher flores, dando espaço para que a avó fosse atacada pelo lobo mau.
A história tinha tudo para representar um grande relacionamento. A avó zelosa presenteia a neta com um chapéu vermelho e tudo indica que a menina adorou o presente, a ponto de usá-lo permanentemente e ganhar o apelido título da história. Read the rest of this entry »