Certamente, você já se deparou com aquela amiga que, após desaparecer por alguns meses, retornou linda de rosto e alma, com a pele brilhante e os olhos adoravelmente cintilantes. Entretanto, a percepção é clara: ela fez plástica. Também já deve ter reencontrado um amigo que, exalando elegância, não impede que percebamos o novo Armani recém-adquirido.
Telemarketing também é assim, uma espécie de maquiagem para se comunicar com o consumidor. Read the rest of this entry »
“Não quero luxo, nem lixo.
Meu sonho é ser imortal.
Não quero luxo, nem lixo.
Quero gozar no final”.
Era só o que faltava. Madonna, após incorporar a “Material Girl”, a ”Like a Virgin”, a “Like a Prayer”, surge simples e servil como uma faxineira neorrealista para os italianos Dolce & Gabanna, sob as lentes de Steven Klein. A cena compõe uma campanha maior que já trouxe a loira (?) lavando pratos e comendo macarrão com as mãos. Luxo? Lixo? Tudo é tão confuso hoje em dia. De qualquer forma, há certa provocação no ar, uma ousadia avidamente buscada pelas marcas na tentativa de “causar”, para usar um termo bem atual e se posicionarem como modernas, inusitadas, inovadoras. Read the rest of this entry »
Você viu a Angelina “Salt” Jolie no cinema? Se viu, certamente saiu com desejos de “quero mais”. Se não viu ainda, precisa assistir para entender uma das frases mais simples e perturbadoras do filme: “acha que todos são quem dizem ser?”
Sabemos que as pessoas pensam em algo, dizem uma outra, fazem uma terceira e consideram-se muito coerentes. Com os produtos e serviços que consumimos ocorre o mesmo. Quantas vezes você viu um comercial, leu um folheto ou até recebeu uma ligação simpática oferecendo-lhe uma experiencia inesquecível com determinada marca?
Outro dia, recebi um material de divulgação bastante sedutor. Apresentava-me um empreendimento imobiliário localizado em bairro nobre e região ainda pouco explorada. Read the rest of this entry »
Em 1998, Jonathan Keller, um artista plástico novaiorquino, comprou uma câmera digital relativamente cara. Questionado pela namorada sobre o fato de ter investido num produto que não teria tanta utilidade, começou a pensar numa forma de rentabilizar o investimento.
“O que eu poderia fotografar todos os dias?”, imaginou ele. Chegou à conclusão de que o objeto mais fácil e acessível de ser fotografado, seria ele mesmo, seu rosto. Read the rest of this entry »